Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres
13 de outubro
Em um minuto:
- Em 13 de outubro é celebrado o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres. A data foi estabelecida pela ONU para promover a cultura global voltada à prevenção e à redução de perdas econômicas, ambientais e de vidas causadas por catástrofes, incluindo as naturais.
- Até 2030, estima-se que o mundo deverá registrar cerca de 560 desastres por ano, podendo deixar 37,6 milhões de pessoas em condições de extrema pobreza. No Brasil, entre 2013 e 2024, eventos extremos causaram R$ 732 bilhões em prejuízos e impactaram mais de 473 milhões de habitantes.
- Reduzir riscos demanda a identificação de perigos, o planejamento de medidas preventivas e a implementação de respostas rápidas, incluindo ações de adaptação ao clima em mudança, aumento dos investimentos, emissão de alertas precoces e fortalecimento da capacidade dos municípios de lidar com emergências.
Em 13 de outubro, celebra-se o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres. A data foi criada em 1989 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a cultura global voltada à prevenção e à redução de perdas econômicas, ambientais e de vidas causadas por catástrofes, inclusive as naturais.
Um desastre ocorre quando um evento extremo, como uma inundação, seca, terremoto ou deslizamento de terra, atinge uma comunidade vulnerável. Com as mudanças climáticas, a probabilidade de ocorrência e a intensidade desses fenômenos aumentam, colocando milhões de pessoas em situação de alerta.
As projeções globais indicam que se as tendências atuais se mantiverem, o mundo lidará com cerca de 560 desastres por ano até 2030. Além disso, estima-se que 37,6 milhões de pessoas possam viver em extrema pobreza devido a eventos climáticos extremos e seus desdobramentos. O prejuízo direto já chega a US$ 202 bilhões anuais, mas o impacto total, considerando danos indiretos e ecossistêmicos, pode alcançar o montante de US$ 2,3 trilhões.
A realidade brasileira também é afetada pelos desastres climáticos. Entre 2013 e 2024, enchentes, secas e outros eventos extremos causaram prejuízo de R$ 732 bilhões, segundo a Confederação Nacional dos Municípios. Em 12 anos, fenômenos como secas e chuvas intensas afetaram mais de 473 milhões de pessoas e provocaram quase 3 mil mortes no país. Nesse mesmo período, o número de decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública aumentou 64%. Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram boa parte desses registros, refletindo a recorrência de chuvas intensas, estiagens prolongadas e enchentes históricas nesses estados. Além disso, o Brasil tem hoje 2,6 mil municípios classificados sob risco alto ou muito alto para desastres naturais.
Enquanto os gastos com as catástrofes se multiplicam, os investimentos em prevenção seguem tímidos: menos de 1% dos orçamentos públicos, por exemplo, são alocados para a redução de risco de desastres. Por isso, o tema da campanha global de 2025, “Fund Resilience, Not Disasters” (“Financie Resiliência, Não Desastres”), visa conscientizar que a prevenção resulta em menos vidas perdidas e menor destruição, além de estimular o investimento das iniciativas pública e privada em estratégias de resiliência. Evidências indicam que, em países em desenvolvimento, cada dólar investido em infraestrutura resiliente poupa quatro dólares que seriam gastos em prejuízos futuros, o que demonstra a importância das ações de adaptação à emergência climática.
A redução do risco de desastres passa, principalmente, por três etapas: 1) identificação de perigos; 2) planejamento de ações preventivas e de mitigação de impactos e 3) implementação rápida de respostas. Essas estratégias demandam a incorporação da adaptação climática nos orçamentos públicos, o incentivo aos investimentos privados, a adoção de sistemas de alerta precoce, o fortalecimento da capacidade dos municípios de reagir a emergências e de prevenir desastres e, por fim, a construção de redes de proteção social para acelerar a recuperação pós-desastres.
Os desastres impõem custos crescentes e comprometem as bases do desenvolvimento sustentável, afetando sistemas econômicos, ecossistemas e vidas em todo o mundo. Diante desse cenário, investir em prevenção e resiliência é uma decisão estratégica para proteger o futuro coletivo. Afinal, reduzir riscos hoje significa construir sociedades mais seguras, preparadas e capazes de enfrentar os desafios que virão.
Para mais conteúdo relacionado às mudanças climáticas, acesse o Painel de Indicadores de Mudanças Climáticas de Curitiba neste link.
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Para citar este artigo:
OBSERVATÓRIO SISTEMA FIEP / PAINEL DE INDICADORES DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS DE CURITIBA (PIMCC). Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres: 13 de outubro. Disponível em: https://paineldemudancasclimaticas.org.br/noticia/reducao-risco-desastres. Acesso em: dd/mm/aaaa.
#MudançasClimáticas #ClimateChange #ResiliencePays#DRRday
Fontes consultadas
ADAPTA BRASIL. Desastres Geo-hidrológicos. Disponível em: https://adaptabrasil.mcti.gov.br/detalhes-desastres-geo-hidrologicos. Acesso em: 9 out. 2025.
CLIMA INFO. Prejuízo das cidades com desastres climáticos supera R$ 700 bi em 12 anos. Disponível em: https://climainfo.org.br/2025/05/14/prejuizo-das-cidades-com-desastres-climaticos-supera-r-700-bi-em-12-anos/. Acesso em: 9 out. 2025.
CLIMA INFO. Quase metade das cidades brasileiras está sob risco de desastres climáticos. Disponível em: https://climainfo.org.br/2025/06/12/quase-metade-das-cidades-brasileiras-esta-sob-risco-de-desastres-climaticos/. Acesso em: 9 out. 2025.
UNESCO. Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres. Disponível em: https://www.unesco.org/pt/node/66728. Acesso em: 9 out. 2025.
UNITED NATIONS. Fund Resilience, Not Disasters. Disponível em: https://www.un.org/en/observances/disaster-reduction-day. Acesso em: 9 out. 2025.
UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION. International Day for Disaster Risk Reduction 2025: Fund Resilience, Not Disasters. Disponível em: https://www.undrr.org/. Acesso em: 9 out. 2025.