Incêndios na Califórnia
O que podemos aprender sobre adaptação às mudanças climáticas?
Em um minuto:
- Impactos dos incêndios na Califórnia (EUA): em janeiro de 2025, incêndios destruíram mais de 150 km², deixando pelo menos 28 mortos, 100 mil desabrigados e prejuízos superiores a 200 bilhões de dólares.
- Causas: a combinação de fatores como seca prolongada, vegetação ressecada, ventos de Santa Ana e oscilações climáticas extremas ("chicotadas climáticas") contribuiu para os incêndios.
- Mudanças climáticas: o aquecimento global, com recordes de temperatura em 2024, torna mais frequentes e intensos fenômenos como ventos fortes, secas extremas e transições abruptas entre seca e umidade, elevando os riscos globais de incêndios florestais.
- Consequências sociais e econômicas: destruição de propriedades, deslocamento de pessoas, desemprego e crise no mercado de seguros residenciais são alguns dos desafios enfrentados.
- Estratégias adaptativas: manejo integrado do fogo, planejamento urbano e gestão de recursos hídricos voltados para a intensificação dos eventos climáticos extremos e uso de tecnologias de monitoramento e controle de incêndios.
No dia 7 de janeiro, uma série de incêndios irrompeu no condado de Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia (EUA). Bairros inteiros foram destruídos, e o fogo deixou um rastro de devastação de mais de 150 km², área equivalente a mais de 21 mil de campos de futebol. Ao menos 28 pessoas morreram e mais de 100 mil moradores locais deixaram suas residências.
Os incêndios Palisades e Eaton foram os maiores registrados na Califórnia neste mês e, até o momento da publicação, não estavam completamente contidos. Juntos, destruíram mais de 14 mil edificações, com prejuízos estimados em mais de 200 bilhões de dólares. O incêndio Palisades, sozinho, pode ter sido o mais custoso da história do estado devido à devastação causada. No dia 21 de janeiro, outro incêndio, o Hughes, surgiu no norte de Los Angeles, rapidamente se espalhando por 38 km² devido aos ventos de Santa Ana, que permaneciam intensos na região. Ao mesmo tempo, o sul da Califórnia, onde os primeiros focos começaram, continuava em alerta por causa das rajadas que seguiam soprando.
Os incêndios deixaram muitas pessoas desabrigadas, incluindo várias celebridades. Em Pacific Palisades, bairro luxuoso de Los Angeles, alguns dos imóveis mais caros dos EUA, com valores médios superiores a 2 milhões de dólares, foram destruídos. Na região, conhecida por sua ligação com a indústria cinematográfica e do entretenimento, diversos eventos foram postergados ou mesmo cancelados, incluindo a divulgação dos indicados ao Oscar, que só ocorreu no último dia 23. Estúdios interromperam as gravações de filmes e séries devido aos danos causados pelo fogo ou à má qualidade do ar. Além disso, muitos trabalhadores domésticos, como faxineiros, diaristas, babás, jardineiros e cuidadores, perderam seus empregos com a destruição das propriedades onde atuavam.
Os incêndios da Califórnia, que tiveram início dia 7 deste mês, provocaram destruição e deixaram milhares de pessoas desabrigadas. IMAGEM: Jessica Christian/Unsplash
Provavelmente, a destruição também resultará em dificuldades financeiras para muitos moradores das áreas atingidas. Muitas vítimas não tinham cobertura contra incêndios florestais, o que é resultado de uma crise no mercado de seguros residenciais na Califórnia, que já vem de alguns anos. Algumas seguradoras deixaram de operar no estado ou restringiram o número de apólices em função dos riscos elevados de incêndios na região. Dessa forma, os custos podem recair sobre a população e o governo local, que precisará recorrer a fundos e programas estaduais para apoiar os desabrigados, como o California FAIR Plan. No entanto, há a preocupação de que os recursos do programa sejam insuficientes para cobrir os gastos com a reconstrução.
Os incêndios também trouxeram à tona a preocupação com a saúde da população. A fumaça gerada pelo fogo pode conter partículas e substâncias nocivas, capazes de causar doenças respiratórias. Os ventos fortes na região agravam o problema, dispersando poluentes e cinzas. Além disso, a fumaça de incêndios florestais e urbanos pode ser até 10 vezes mais tóxica do que a poluição causada pela queima de combustíveis fósseis, e não há um nível seguro de exposição.
O que causou os incêndios na Califórnia?
Os incêndios florestais não são novidade na Califórnia, e fazem parte da história do estado. Existe até um período do ano, chamado “temporada dos incêndios”, que perdura até o início da estação chuvosa. Contudo, neste ano, as chuvas não chegaram, e uma mistura de fatores pode estar no cerne da destruição causada pelo fogo, pegando a população local “de surpresa”.
A Califórnia vinha passando por uma seca severa, que perdurou por vários anos. Porém, durante os invernos de 2022 e 2023, o estado sofreu com chuvas intensas e, no verão seguinte, a região foi atingida por temperaturas recordes. Com bastante umidade, que havia se acumulado no período chuvoso, junto com o forte calor, a vegetação da região, composta principalmente por árvores, gramíneas e arbustos, brotou e se espalhou pelo território.
Em seguida, novamente se sucedeu um período de seca. Na área de Los Angeles, não chove significativamente desde abril de 2024, o que contribuiu para o ressecamento da vegetação que havia crescido abundantemente no verão anterior. Por sua vez, a vegetação ressecada serviu como combustível para os incêndios florestais de janeiro.
Outro fator que se juntou à equação foram os ventos fortes. Em Los Angeles, por exemplo, os ventos bateram recordes de velocidade e chegaram a 160 km/h. Os meses mais frios na Califórnia, como janeiro, geralmente são marcados pelos ventos de Santa Ana, rajadas fortes e secas que vêm da região desértica do oeste dos Estados Unidos em direção ao sul do estado. Com esses ventos soprando, a umidade caiu e ajudou a ressecar ainda mais a vegetação, que já era propensa a incêndios. Os ventos também contribuíram para o rápido espalhamento das chamas depois que os focos do incêndio eclodiram.
As oscilações repentinas entre condições extremas de umidade e seca, que, na Califórnia, foram um dos gatilhos para os incêndios, recebem o nome de “chicotadas climáticas”. Os efeitos dessas “chicotadas climáticas” tendem a ser mais intensos do que os produzidos por eventos isolados de enchentes e secas. Como ocorreu no condado de Los Angeles, as transições abruptas entre condições de umidade e seca podem aumentar o risco de incêndios florestais ao favorecerem o crescimento acelerado da vegetação, que pode se tornar um combustível poderoso. Em contrapartida, a passagem de condições de seca para as de umidade extrema pode resultar em riscos hidrológicos, como a ocorrência de enchentes repentinas e deslizamentos de terra.
Como veremos a seguir, esses fenômenos climáticos têm se tornado mais frequentes e intensos, o que pode fazer com que notícias como as da Califórnia se tornem mais recorrentes do que nunca.
Por que os incêndios florestais estão mais frequentes e intensos: o efeito das mudanças climáticas
Em 2024, vivenciamos o ano mais quente já registrado, com a temperatura média global tendo ultrapassado 1,6 °C em relação aos níveis pré-industriais. O aquecimento global, por sua vez, interfere em vários processos e dinâmicas da atmosfera, como a velocidade dos ventos e a capacidade de retenção da umidade.
Os ventos de Santa Ana, por exemplo, que fizeram parte da “receita” que culminou nos incêndios catastróficos na Califórnia, podem ter seus padrões alterados em decorrência das mudanças climáticas. Esses ventos podem ser tornar mais intensos no futuro, o que aumenta o seu potencial destrutivo.
Outros fenômenos também podem se tornar mais intensos e mais comuns em função do aquecimento global. Ainda tomando a Califórnia como exemplo, embora os incêndios florestais sejam comuns em diversas partes do estado, tem sido observado o aumento na duração, na frequência e na força desses eventos. Na região, a elevação das temperaturas está associada a um risco 25% maior de ocorrência de incêndios de rápida propagação.
A previsão de intensificação desses eventos extremos não é exclusiva para a Califórnia e vale para o mundo inteiro, de modo geral. Somente na última década, ocorreu pelo menos um incêndio florestal de grandes proporções por ano, como no Chile (2024), Havaí (2023), Canadá (2023), Argélia (2021), Austrália (2019-2020) e Grécia (2018). Um estudo indica que, entre 2003 e 2023, tanto a frequência como a magnitude dos incêndios florestais aumentaram mais de duas vezes.
Em outras regiões do planeta, a situação também é alarmante. Em 2024, foram registrados mais de 500 mil focos de incêndios florestais na América do Sul, o maior número desde 2010, com o Brasil concentrando mais da metade deles. No país, os incêndios foram agravados por uma seca histórica nos últimos dois anos, que acarretou a redução do volume de chuvas em algumas regiões e criou condições ideais para o fogo devido ao ressecamento da vegetação. Em 2024, mais de 30,8 milhões de hectares foram queimados no país, área maior que o território da Itália. A Amazônia foi o bioma mais afetado, com 17,9 milhões de hectares destruídos, seguida pelo Cerrado e pelo Pantanal.
Além de favorecer condições de seca extrema em algumas regiões, o aquecimento do planeta também pode resultar no aumento da frequência e da intensidade das "chicotadas climáticas", que estão entre os principais causadores dos incêndios recentes na Califórnia. Entre 1975 e 2015, a frequência das “chicotadas climáticas” pode ter aumentado entre 31% e 66%, e, caso as temperaturas globais aumentem 3 °C ou mais em relação ao período pré-industrial, a sua magnitude poderá dobrar. Previsões indicam que o norte da África, o sul da Ásia e o Pacífico tropical sofrerão os aumentos mais drásticos, mas quase todas as regiões do mundo estarão expostas a riscos crescentes de intensificação das “chicotadas climáticas”.
Os efeitos das mudanças climáticas podem perdurar por muitos anos ainda, inclusive ocasionando a maior frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos. Diante desse cenário, como podemos nos adaptar e nos preparar para os desafios de um mundo em transformação?
Como podemos nos preparar para eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos?
Parte do enfrentamento das mudanças climáticas consiste em estratégias de mitigação das emissões de gases de efeito estufa associadas às atividades humanas, que aceleram o aquecimento global. Por outro lado, também existem as estratégias de resiliência e adaptação às condições climáticas atuais e futuras, considerando que muitos efeitos das mudanças climáticas talvez não possam ser revertidos, pelo menos não em curto prazo.
Para lidar com a crescente frequência e intensidade dos incêndios florestais, é fundamental adotar uma abordagem que vá além da resposta emergencial. Relatórios recentes, como o da Wildland Fire Mitigation and Management Commission, destacam a necessidade de investir em tecnologia para fortalecer a resiliência das comunidades, além de incorporar práticas proativas de gestão do fogo.
Conheça, a seguir, algumas ações que podem contribuir para a adaptação e enfrentamento dos incêndios florestais.
• Manejo integrado do fogo
No Brasil, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei n° 14.944 em julho de 2024. O manejo integrado considera o fogo não como inimigo, mas como aliado na minimização dos riscos de incêndios florestais. A prática consiste em realizar queimadas prescritas e controladas para reduzir a quantidade de vegetação seca que pode ser combustível para o fogo destrutivo. O uso do fogo é cuidadosamente planejado, monitorado e controlado e é aplicado para fins conservacionistas, científicos ou agropecuários.
• Planejamento urbano para um planeta sob maiores riscos de incêndios florestais
Os recentes incêndios florestais na Califórnia são exemplo de como a infraestrutura urbana pode sofrer com os danos causados por eventos extremos. Fatores como a elevada densidade populacional e a proximidade entre as construções facilitaram o espalhamento do fogo pelas áreas urbanas de Los Angeles. Em um dos bairros mais afetados, Pacific Palisades, as poucas rotas de evacuação existentes produziram congestionamentos e forçaram muitos moradores a abandonar seus veículos e fugir a pé.
Outro ponto crítico foi a escassez temporária de água para o combate às chamas. Em algumas áreas de Los Angeles, a água dos reservatórios e hidrantes esgotou rapidamente devido à demanda excessiva, indicando que os sistemas de emergência não estavam preparados para incêndios florestais de tão grande magnitude. No incêndio em Pacific Palisades, por exemplo, iniciado em 7 de janeiro, o último tanque que mantinha a pressão nos hidrantes foi esvaziado às 3h da manhã do dia seguinte, comprometendo os esforços de contenção do fogo.
Esses incidentes ressaltam a necessidade de planejamento urbano adaptado a um planeta exposto a maiores riscos de eventos climáticos extremos. Além disso, a gestão de recursos hídricos deve considerar fenômenos cada vez mais frequentes, como as “chicotadas climáticas”. As soluções adaptativas podem incluir sistemas de drenagem e reservatórios projetados para armazenar grandes volumes de água durante chuvas intensas. As soluções baseadas na natureza, como as planícies de inundação, também podem ajudar a mitigar enchentes, recarregar aquíferos e garantir água disponível para períodos posteriores de seca ou emergência.
• Construções adaptadas para resistir a eventos extremos
A adaptação das construções pode reduzir significativamente os impactos dos incêndios florestais, como os registrados na Califórnia. Modificações simples, como telhados projetados para evitar o acúmulo de brasas, e o uso de materiais resistentes ao fogo, como concreto e aço, tornam as edificações mais seguras. Desde 2008, regulamentações estaduais na Califórnia exigem esses materiais em novas construções, reduzindo em 40% a probabilidade de destruição durante um incêndio em relação às casas construídas antes dessa data. Contudo, o custo dessas adaptações ainda é uma barreira significativa. Na Califórnia, por exemplo, a adição de medidas de segurança contra incêndios florestais pode aumentar os custos de construção de novas casas em 2% a 13%. Já a implementação de medidas de reforço contra incêndios em casas já construídas pode variar entre 2 mil e 15 mil dólares, enquanto a proteção completa pode custar até 100 mil dólares.
A criação de “espaços defensáveis” ao redor das casas, com a remoção de materiais inflamáveis e vegetação seca, também pode ajudar a reduzir a intensidade do calor irradiado em caso de incêndio e aumentar as chances de sobrevivência das estruturas. Essas medidas preventivas, aliadas ao planejamento urbano cuidadoso, tornam-se necessárias para enfrentar os incêndios cada vez mais intensos e frequentes impulsionados pelas mudanças climáticas.
• Tecnologia para prevenção e controle de incêndios florestais
A tecnologia também pode ser aplicada para a prevenção e controle de incêndios florestais. Drones, por exemplo, estão sendo utilizados para identificar focos de incêndio rapidamente, mesmo em condições adversas de visibilidade, como à noite ou quando há muita fumaça. Equipados com câmeras térmicas, sensores e sistemas de navegação por satélite, esses dispositivos podem monitorar áreas remotas e detectar sinais de fogo, como raízes fumegantes ou troncos em combustão. Além disso, drones maiores podem lançar retardantes de chama diretamente sobre os focos de incêndio.
Outras inovações incluem satélites que monitoram a inflamabilidade da vegetação em tempo real e sistemas de inteligência artificial para detectar rapidamente novos focos de fogo. Empresas como a “climatech” brasileira umgrauemeio têm se destacado ao desenvolver soluções tecnológicas que combinam dados meteorológicos, sensores e algoritmos para antecipar e mitigar os riscos de incêndios florestais, minimizando seus impactos.
A gravidade dos incêndios florestais na Califórnia é um exemplo dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e evidencia a urgência de ações integradas para mitigar seus impactos. Além de fortalecer estratégias de adaptação, como investimentos em infraestruturas resilientes e planejamento urbano para eventos climáticos extremos, é fundamental que governos, comunidades e o setor privado se unam para reduzir emissões de gases de efeito estufa que contribuem para o agravamento do aquecimento global. Apenas com ações coordenadas será possível enfrentar um futuro de eventos extremos mais frequentes e severos, protegendo tanto vidas quanto o meio ambiente.
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