O Ano Internacional da Preservação das Geleiras

Chamado Global para a Ação Climática

Autor
Observatório Sistema Fiep - 10/02/2025

Em um minuto:

  • Geleiras em risco: essas gigantes reservas de gelo estão derretendo rapidamente. O aquecimento global é apontado como o principal fator por trás do seu recuo acelerado.
  • Impactos alarmantes: o recuo das geleiras pode elevar o nível do mar, afetar cidades costeiras e comprometer a agricultura, a produção de energia e as atividades industriais. Também pode causar a alteração de padrões climáticos e resultar em escassez hídrica para milhões de pessoas.
  • Impactos no Brasil: mesmo sem geleiras, o país pode sofrer com a menor disponibilidade de água, pois alguns rios do nosso território são alimentados por elas. Algumas cidades costeiras também podem ser afetadas pelo aumento do nível do mar.
  • Estratégias para frear o derretimento das geleiras: medidas como a cobertura das geleiras com mantas, a construção de geleiras artificiais e a produção de neve artificial vêm sendo realizadas, mas seus efeitos são apenas locais. A estratégia mais efetiva em larga escala é a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global.

As geleiras são guardiãs da história do planeta e da humanidade. Há até mesmo uma palavra antiga, oriunda de algumas regiões de língua alemã nos Alpes – “ausgeapert” – usada para se referir a corpos ou artefatos escondidos pela neve e pelo gelo e revelados com o seu derretimento.

Nas últimas décadas, o derretimento do gelo tem revelado “mundos perdidos” e vestígios de viagens, práticas culturais, conflitos e aventuras, trazendo à tona registros humanos importantes, como objetos usados por povos antigos, datando de centenas ou milhares de anos. O fenômeno de exposição desses artefatos deu origem até mesmo a um novo campo científico: a arqueologia glacial, isto é, o estudo de descobertas antigas provenientes do derretimento das geleiras.

Contudo, esses “segredos” que têm emergido das geleiras também são sinais de uma realidade preocupante: a perda acelerada dessas gigantescas reservas de gelo.

Glaciologistas amadores organizaram um funeral para a geleira Sarenne em 2023, na França, no dia que marcou seu desaparecimento total. Além dela, várias outras geleiras ao redor do mundo estão sob risco ou já desapareceram totalmente. IMAGEM: Thomas Pueyo/Le Parisien

A perda global de gelo das geleiras atingiu recorde em 2023 e 2024, de acordo com relatório da International Cryosphere Climate Iniciative (ICCI). O principal motivo apontado para o derretimento das geleiras, que tem ocorrido em velocidades nunca antes registradas, é o aumento das temperaturas globais.

Como são componentes essenciais do ciclo da água no planeta, e como a retração e derretimento acelerados podem ter impactos no clima, nos ecossistemas e na manutenção do bem-estar e da saúde humana, 2025 foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional da Preservação das Geleiras. Além disso, o período compreendido entre 2025 e 2034 marcará a Década de Ação para as Ciências da Criosfera.

Mas por que considerá-las uma preocupação global, visto que muitos países – como o Brasil – não têm geleiras?

Todas as regiões do planeta estão sujeitas ao recuo das geleiras. No gráfico, é apresentada a mudança das geleiras ao longo dos anos, entre 1950 e 2020. É possível observar a tendência de diminuição da massa de gelo em todas as regiões investigadas. IMAGEM: World Glacier Monitoring Service

O que são as geleiras e como influenciam a vida na Terra?

Uma geleira é uma grande massa de gelo que se forma ao longo de muitos anos, à medida que a neve se acumula e vai compactando as camadas inferiores.

As geleiras são encontradas em todos os continentes, e existem mais de 275 mil delas no mundo. Juntas, totalizam área de cerca de 700.000 km² e armazenam aproximadamente 170.000 km³ de gelo, o que seria suficiente para encher 68 trilhões de piscinas olímpicas. A maior parte da água doce disponível no planeta – 70%, aproximadamente – está, de fato, contida nas geleiras na forma de neve ou gelo.

As geleiras podem ser classificadas em continentais, enormes massas de gelo que cobrem grandes áreas de terra, como os mantos de gelo da Antártica e da Groenlândia, ou de montanha, que são menores e se formam em regiões elevadas e montanhosas como os Andes, o Himalaia e as Montanhas Rochosas.

Embora formadas por gelo e neve, as geleiras não são exclusivas de climas polares. Algumas estão presentes em regiões tropicais, principalmente em elevadas altitudes, onde as baixas temperaturas permitem a acumulação e a compactação da neve. Essas geleiras tropicais são raras e encontradas em poucos locais, como os Andes, o Himalaia, algumas montanhas da África (como o Kilimanjaro) e o leste da Indonésia.

As geleiras tropicais, assim como outras ao redor do mundo, estão recuando rapidamente devido ao aquecimento global. As “Geleiras da Eternidade”, nas montanhas Jayawijaya, na Indonésia, por exemplo, podem desaparecer até 2026, afetando ecossistemas e comunidades locais. O apelido foi dado porque sempre fizeram parte da paisagem, mas, em breve, poderão deixar de existir, assim como muitas geleiras cujas histórias podem ser lembradas na Lista Global de Perdas de Geleiras.

As geleiras são reservatórios naturais de água, acumulando neve nos meses frios e liberando água doce nas estações mais quentes, garantindo o abastecimento de rios, especialmente em períodos de seca. No mundo, ao menos 700 milhões de pessoas dependem diretamente da água doce gerada a partir das geleiras. A água é utilizada principalmente para necessidades básicas e domésticas e para a produção agrícola e pecuária.

Contudo, sob o efeito das mudanças climáticas, tem sido produzidas alterações no tempo de derretimento das geleiras e na vazão dos rios alimentados pelo derretimento da neve. Em outras palavras, à medida que as geleiras derretem e não são “reabastecidas” com mais neve, que tem se tornado mais escassa, a disponibilidade de água oriunda das geleiras diminui. Por sua vez, isso deverá contribuir para uma maior competição por água, especialmente em regiões mais secas, além de colocar várias populações e comunidades diante de uma situação de escassez hídrica. Esse fenômeno não afeta apenas a quantidade de água disponível para abastecimento humano, mas também a água utilizada para a irrigação de plantações, atividades industriais e produção de energia hidrelétrica.

Contudo, as mudanças climáticas têm alterado o tempo de derretimento das geleiras e, consequentemente, a vazão dos rios alimentados pelo degelo. Em outras palavras, à medida que as geleiras derretem rapidamente e não são “reabastecidas” com mais neve, que tem se tornado mais escassa, a disponibilidade de água oriunda delas diminui, intensificando a competição por esse recurso, especialmente em regiões áridas. Isso impacta não apenas o abastecimento humano, mas também a irrigação agrícola, a indústria e a geração de energia hidrelétrica.

Apesar de não ter geleiras, o Brasil não está isento de riscos associados ao derretimento delas. As geleiras tropicais dos Andes, por exemplo, que abastecem rios da Bacia Amazônica, perderam 30 a 50% de sua cobertura de gelo nos últimos 40 anos, atingindo, em 2024, o menor tamanho em mais de 11.700 anos. O recuo dessas geleiras tropicais pode resultar em escassez hídrica e causar prejuízos para a geração de energia hidrelétrica, afetando milhões de pessoas que vivem nos países próximos, inclusive no Brasil.

Preservar as geleiras é essencial também para o equilíbrio térmico e a estabilidade climática global. Por causa da superfície branca, o gelo e a neve agem como uma espécie de “escudo” contra o calor, refletindo a radiação que vem do sol e devolvendo a maior parte para a atmosfera, propriedade conhecida como “albedo”. Superfícies com elevado albedo, como o gelo, ajudam no resfriamento do planeta. Porém, quando as geleiras derretem, o albedo diminui, e superfícies mais escuras, como rochas, passam a absorver mais calor, o que aquece a atmosfera e a água ao redor. Esse aquecimento pode, por sua vez, afetar os padrões climáticos, influenciando, por exemplo, o regime de chuvas e outros aspectos do clima global.

Outro ponto crítico relacionado ao derretimento das geleiras é a o aumento do nível do mar: desde 1900, mais de 30 centímetros de elevação podem ser atribuídos à água produzida a partir do derretimento dessas grandes massas de gelo. Os impactos vão desde a destruição de construções próximas à costa até a indisponibilidade de água potável em função da contaminação das fontes com a água do mar. Para se ter ideia do potencial impacto do seu derretimento, a geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, é chamada de “Geleira do Juízo Final”. Como está entre as maiores do mundo, seu derretimento completo poderia ser catastrófico – como sugere seu apelido – resultando no aumento de mais de três metros no nível do mar. Esse fenômeno pode impactar até mesmo cidades brasileiras. Previsões da Nasa sugerem que, no país, cidades como Rio de Janeiro, Recife e Belém podem sofrer com a elevação do nível do mar provocada pelo derretimento de geleiras distantes.

Diante desse cenário, existem ações efetivas para frear o derretimento ou mesmo restaurar as geleiras?

 

Estratégias para minimizar o derretimento das geleiras

Atualmente, não há tecnologias viáveis e disponíveis para refazer o gelo em larga escala e reconstruir as geleiras na sua totalidade. Contudo, algumas estratégias têm sido utilizadas para frear o derretimento ou restaurar parte do gelo perdido. Confira alguns exemplos a seguir.

 

• Revestimento das geleiras com mantos refletores

As geleiras são cobertas com mantas especiais, geralmente brancas, para aumentar o albedo e reduzir a absorção de calor que provoca o derretimento do gelo.

Essa abordagem já é utilizada, por exemplo, na Áustria, França, Alemanha, Itália e nos Alpes Suíços durante o verão, estação em que as temperaturas mais elevadas aceleram o recuo das geleiras. Também tem sido aplicada em geleiras na China. Por lá, o uso de novos materiais, como nanofibras, já permitiu, por exemplo, a redução de aproximadamente 70% na taxa de recuo das geleiras durante o verão.

Para evitar o derretimento das geleiras, uma das estratégias é cobrir porções de gelo com mantos brancos para refletir a radiação solar. Essa abordagem é muito utilizada em estações de esqui e funciona em pequena escala. IMAGEM: Matthias Huss (2024)

• Produção de neve artificial

Geralmente, a água é bombeada para altitudes elevadas e espalhada na forma de neve artificial, aumentando, assim, a altura da camada de gelo e reduzindo a exposição das geleiras à radiação solar. Essa técnica é muito utilizada em montanhas e estações de esqui, onde as mudanças climáticas já têm ameaçado as atividades esportivas e turísticas. Também é possível praticar o manejo da neve, quando a neve que cai no inverno é recolhida, estocada e espalhada novamente sobre a superfície das geleiras durante o verão.

 

O recuo acelerado das geleiras também tem motivado o desenvolvimento de soluções para o enfrentamento da falta de água. A escassez hídrica é resultado da diminuição da quantidade de gelo e neve das geleiras, que representam importante fonte de água para as comunidades locais.

 

• Construção de geleiras artificiais

Essas geleiras têm sido adotadas, por exemplo, no Himalaia, onde cerca de 129 milhões de agricultores dependem da água do degelo para a produção agrícola. Essas geleiras artificiais servem para que as comunidades locais possam lidar com a escassez hídrica, causada pelo recuo das geleiras naturais, e são construídas a partir da canalização dos córregos que vêm das montanhas. A água do degelo é capturada em redes ou outras estruturas, ou forçada a jorrar por canos verticais, entrando em contato com o ar frio do inverno. Então, a água congela e dá origem a essas “esculturas” de gelo, que sobrevivem até o início da primavera, quando as temperaturas sobem. A partir daí, o descongelamento gradual das geleiras artificiais oferece um suprimento contínuo de água para a irrigação de plantações ou abastecimento durante os meses mais quentes.

As geleiras artificiais já se transformaram até mesmo em negócios, como no caso da Acres of Ice, empresa que fornece soluções para a gestão dos recursos hídricos, inclusive com a construção de geleiras artificiais em aldeias do Himalaia. Na foto, aparece uma “estupa” de gelo, geleira artificial cujo nome é uma referência aos monumentos budistas. IMAGEM: Suryanarayanan Balasubramanian/Ice Stupas Project

Outras tecnologias existem para tentar reverter o recuo das geleiras, porém ainda estão em fase de desenvolvimento. Os exemplos incluem a criação de lagoas ou “chaminés” que soltam vapor d’água, para aumentar a umidade do ar em volta das geleiras e favorecer a precipitação da neve, a instalação de “cortinas” no fundo do mar para a estabilização da camada de gelo, bloqueando o acesso da água mais quente do oceano às geleiras e plataformas de gelo flutuantes, e a “semeadura de nuvens”, processo em que pequenos cristais, como de iodeto de prata, são introduzidos em nuvens super-resfriadas para ajudar as gotas de água a se juntarem e formarem neve.

Cabe ressaltar que todas essas medidas são aplicadas apenas em pequenas áreas e não impedem completamente o recuo das geleiras. Além disso, embora algumas dessas tecnologias apresentem grau de maturidade mais elevado e já sejam utilizadas mundo afora, a maioria está ainda em fase experimental, e mais estudos sobre seus impactos nos ecossistemas locais são necessários.

O aumento das temperaturas acima de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais, limite global já ultrapassado em 2024, levará à perda ainda maior de gelo. Por isso, a única estratégia de grande escala disponível hoje para frear o recuo das geleiras é a mitigação das emissões de gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. Nesse sentido, além das medidas que visam reduzir as emissões na fonte, substituindo, por exemplo, os combustíveis fósseis por alternativas renováveis, estão as tecnologias aplicadas para a captura, uso e armazenamento do carbono (CCUS, da sigla em inglês).

O aquecimento global tem acelerado o derretimento das geleiras, colocando em risco seu valor ambiental, cultural e econômico. Em 2025, Ano Internacional da Preservação das Geleiras, e com 10 anos do Acordo de Paris, os países precisam atualizar suas metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Como não há, atualmente, tecnologias disponíveis para refazer o gelo em larga escala, a mitigação das emissões é uma das melhores estratégias para frear o derretimento e recuo desses monumentos naturais. Somente com a coordenação de esforços e ação climática global será possível manter “vivos” esses guardiões da história da Terra e do futuro da humanidade.

 

Para mais conteúdo relacionado às mudanças climáticas, acesse o Painel de Indicadores de Mudanças Climáticas de Curitiba neste link.

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Para citar este artigo:

OBSERVATÓRIO SISTEMA FIEP / PAINEL DE INDICADORES DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS DE CURITIBA (PIMCC). O Ano Internacional da Preservação das Geleiras: Chamado Global para a Ação Climática. Disponível em: https://paineldemudancasclimaticas.org.br/noticia/preservacao-das-geleiras. Acesso em: dd/mm/aaaa.

 

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Fontes consultadas

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